quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

2022 está só ser uma continuação de 2021...

Hoje foi só mais um dia da minha rotina deprimente.

Fui me deitar super tarde, para acordar super cedo, e depois mal me conseguir levantar da cama e acabar por chegar atrasado ao trabalho, como sempre. Para depois passar 3 horas e 30 minutos à frente de um computador. A meio desse tempo lembrei-me de ligar à minha amiga Vanessa para perguntar a disponibilidade dela no fim de semana, pois ela costuma ser a mais ocupada do grupo e é suposto combinar para os meus amigos virem cá a casa. Acabou também por servir como uma escapatória ao ambiente deprimente daquele gabinete. Ficamos a conversar um pouco e até soube bem. Depois finalmente chega a hora de almoço, e mal chego a casa deito-me no sofá pronto para dormir uma sesta e a minha mãe liga-me para ir ajudar o meu pai que o carro pifou. Lá se foi a minha hora de almoço e a minha potencial sesta.

Acabei por ter de almoçar "às pressas" e mesmo assim cheguei atrasado ao trabalho, outra vez. Mais não sei quantas horas à frente do PC, e sim, apesar de ter conversado algumas vezes com o meu colega de trabalho, é quase sempre sobre trabalho. Se isso conta como socialização? Sim. Se contribui para recarregar as minhas necessidades sociais? Not much...

Depois do meu amigo Américo ter me respondido sobre a sua disponibilidade (a opinião dele tem "prioridade" porque ele vai embora no Domingo e este convívio vai ser a "despedida" dele), decidi então que fica para sábado o convívio. Já estivemos todos juntos a semana passada também no sábado, mas fico feliz que também vamos estar este sábado pois estes têm sido literalmente os meus únicos eventos sociais da semana inteira. Como podem ver, a minha vida anda mesmo deprimente.

O trabalho finalmente acaba, e mal chego a casa preparo o meu lanche, como, brinco um pouco com a Luna e depois cometo o erro de vir para o meu quarto e me deitar na cama. Lá durmo até lá para as 22h. Tem sido assim todos os dias, para compensar o sono da noite. Por acaso hoje não houve sesta na hora de almoço, mas com esta rotina o meu "normal" tem sido dormir em 3 ocasiões diferentes no mesmo dia (super saudável, eu sei...).

Depois acordei, desci as escadas e fui jantar, e convivi um pouco com a minha mãe e irmã. Depois voltei para o quarto e pus-me no computador. Normalmente jogo uns joguinhos agora no final da noite, mas hoje por acaso não me estava a apetecer muito então só joguei um jogo rápido de TFT. E agora estou aqui a procrastinar em vez de trabalhar na tese, que era o meu plano. Mas depois eu penso para mim: Vou tar a trabalhar o dia inteiro para depois também trabalhar quando tou em casa? O problema é que vai ter de ser assim, pois apesar de ter conseguido trabalhar na tese no trabalho durante o primeiro mês, agora que tenho tarefas específicas isso não vai ser possível. Ou seja, a minha vida vai ser basicamente só trabalhar. Magnífico... Mas pronto, é como se mesmo se eu tivesse tempo eu teria outra coisa para fazer sem estar colado ao computador, a diferença é que não estaria a trabalhar mas sim a procrastinar ou a jogar, o que não deixa de ser chato a certo ponto, como já passei o resto do dia no computador.

Tenho imensas saudades dos meus tempos do Secundário. Acho que nunca senti tantas saudades como agora. Quase todos os dias íamos para o café ou fazer outra coisa qualquer por aí, e claro que na própria escola também havia imenso convívio e socialização. Isso fazia-me bem, mesmo que às vezes houvesse drama e confusão, ao menos a minha vida não era aborrecida. Pelo menos nessa altura tinha mais amigos. Ou melhor, tinha amigos mais "presentes". Infelizmente um grande número dos que ainda sobram estão a estudar lá fora, e os que tenho cá têm as suas vidas que não se cruzam propriamente com a minha, pelo que só nos vemos nos fins de semana e mesmo assim não é sempre, tivemos o mês todo de janeiro sem nos vermos por exemplo.

É aqui que eu pergunto a mim próprio? O que é que eu posso fazer para a mudar a minha vida, se me sinto infeliz e não realizado? O pior é que eu não sei responder a esta pergunta. Eu sei perfeitamente o que está a faltar na minha vida: socialização, carinho, consideração, preocupação. Mas isso não é propriamente algo que eu possa controlar, ou posso? Os outros se quiserem estar comigo vão estar, se quiserem falar comigo vão falar, se não quiserem eu também não os vou obrigar. Não me sentiria confortável a estar a "cobrar" mais tempo dos meus amigos. Eu sinceramente não sei mesmo o que fazer. Acho que nesta idade e principalmente nesta fase da minha vida em que estou, em que o trabalho é a base dos meus dias, seria bom ter aquele "alguém" especial. Porque é essa aquela pessoa que tu sabes que podes chatear à vontade, e que podes estar com ela e conversar com ela sem sentires que estás a ser chato, ou a te colares à pessoa, ou a roubar demasiado do seu tempo. Sim, eu adorava estar numa relação (saudável, claro) neste momento, apesar de saber perfeitamente que devemos ser nós próprios a nos resolvermos com a solidão, sem depender de ninguém. Mas verdade seja dita, isto é quem eu sou: um ser extrovertido e que precisa de socialização, é aí que eu encontro a minha maior fonte de felicidade e realização. É quem eu sou neste momento e não vale a pena tentar fugir disso.

O que eu ouço sempre é "Procura a tua felicidade", mas também já ouvi que andar "à procura" de alguém tem tendência para correr mal, especialmente quando alguém está tão refém da solidão como eu neste momento. E o principal problema aqui é que eu não estou inserido em nenhum ambiente em que possa conhecer pessoas novas, agora que já não estou na escola e que trabalho num sítio onde toda a gente tem 30 anos ou mais (sim, isso só contribui para que me sinta ainda mais "out of place" naquele sítio). Portanto, fazer novos amigos ou encontrar alguém especial e eventualmente desenvolver uma relação parece ainda mais improvável para mim do que era há uns anos atrás, apesar de eu acreditar que sou um bom partido, mas de que serve isso se o "Mundo" não sabe quem eu sou?

Ou seja, resumo da minha vida neste momento: Estou num limbo sem fim à vista, e só vejo a minha saúde mental a deteriorar-se lentamente. Do I need to be saved? I should be the one saving myself. The thing is I don't know how do that, or have to strenght to do it. What hurts is used to have it, but 2021 drained my mental wellbeing like no other year has ever done. And even though those problems that haunted me last year are partially gone, the life I'm living right now is not contributing to my healing. I think it's just more fuel to the fire, even if not as intense. But the outcome is still the same: Me feeling more and more lost over time...

 

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