2026. Um novo ano. Uma nova oportunidade para ter a vida que sempre quis. O problema é que o meu plano de vida inclui ter alguém do meu lado. E não, não falo de amizades, pois felizmente tenho poucas mas boas e verdadeiras amizades na minha vida. Mas é um pouco difícil não me lembrar da minha situação atual, quando vejo todas as pessoas do meu grupo de amigos numa relação. Verdade seja dita, nós já vamos fazer 26/27 anos este ano. E talvez isto seja um pouco dramático, mas eu pessoalmente sinto que todos os bons peixes que haviam no mar já foram "apanhados" por esta altura. O ano passado foi muito difícil no que toca ao amor. Comecei o ano a terminar uma relação que durou quase 3 anos. Ainda bem que aconteceu, pois tinha chegado a um ponto em que era só tóxica. Ao longo do resto do ano, conheci várias pessoas novas, com algumas das quais houveram alguns avanços, mas que acabaram por não dar em nada. Olhando para trás, tenho imensa pena de a última delas todas não ter funcionado. Honestamente sinto que há potencial, pois eu e ele davamo-nos (e damo-nos; mantivemos uma amizade) extremamente bem. Mas chegou a um certo dia em que ele fomos sair, e ele foi sincero comigo, dizendo-me que eu não cumpria todas as "caixinhas" que ele idealizava para uma relação. Doeu bastante, pois eu não sinto o mesmo, mas já tinha percebido alguma frieza/afastamento por parte dele nas semanas anteriores, então não fiquei surpreendido com este anúncio. Ainda assim, decidimos manter a amizade e até hoje falamos, e saímos de vez em quando. Cada vez que estamos juntos, olho para os olhos dele e sinto esta pena enorme de não termos funcionado. Para além desta situação, houve 2 anteriores, uma em que ele não estava a saber lidar bem com o senso de compromisso que eu trazia à mesa, pois já estávamos a falar há mais de 1 mês e só tínhamos saído 2 vezes, pelo que eu insisti para sairmos mais, e ele acabou por me dizer que preferia deixar as coisas por ali. A segunda situação foi, de longe, a mais dolorosa. Conheci-o no final de abril, falamos durante 1 semana, e quando saímos damo-nos muito bem. Tanto que ele tinha planos a seguir, mas combinamos para ir jantar fora à noite. Mais uma vez, correu tudo bem. Depois fui lhe pôr a casa, como era ali perto, e enquanto esperava pelo Uber perguntei-lhe se tinha corrido tudo bem, e ele disse que sim. Eu meti as minhas mãos em cima dos ombros dele, olhei-o nos olhos e perguntei "Posso?", ao qual ele respondeu que sim. E dei-lhe um beijo na boca. De seguida perguntei "E agora, ficou ainda melhor?", ao qual ele respondeu que sim, e voltamo-nos a beijar. Entretanto o Uber chegou e eu fui me embora, mas fomos o caminho todo a falar por mensagem sobre o qual incrível tinha sido. Faltavam apenas alguns dias para eu voltar temporariamente para a minha terra natal, então tentei aproveitar com ele ao máximo. Combinamos um piquenique na quinta das conchas, no qual estivemos agarrados o tempo quase todo, e creio que foi nesse dia que ele me perguntou "isto tá tudo a ser muito rápido, não está?", ao qual eu respondi "sim, mas está a ser natural", com o qual ele concordou. As outras duas ocasiões em que estivemos juntos foi no aniversário dele, que acontecia naqueles dias, no qual fomos jantar fora. A outra foi um dia em que ele estava a trabalhar remotamente, então fui ter com ele a meio da tarde para estar com ele enquanto ele trabalhava, para passarmos o maior tempo possível juntos. Nós andávamos de mãos dadas quando estávamos na rua e acho que isso foi uma das melhores sensações que eu senti na minha vida. É uma liberdade que eu não tenho a possibilidade de ter na minha terra natal. E ao mesmo tempo, o que eu sentia era borboletas na barriga, e um orgulho enorme de poder mostrar ao mundo que ele era meu. Depois de voltar para a minha terra, eu e ele continuamos a falar imenso, e até combinamos várias vezes para jogarmos e conversarmos no telefone. Havia iniciativa dos dois lados. Mas o tempo foi passando, e ele foi ficando distante. Eu não sei se não me apercebi, ou se escolhi só ignorar. Até que quando chegou o meu aniversário, eu é que tive de o "relembrar" para me dar parabéns. E foi aí que eu comecei a sentir que algo estava muito errado. Uns dias depois, ganhei coragem e pedi para conversarmos por telefone. Ele aí admitiu que já não estava a sentir o que estava antes. Eu estava quase a voltar para a cidade onde ele mora, então eu disse-lhe para tentarmos uma última vez e combinarmos alguma coisa, para vermos como é que ele se sentia. Fomos a um jardim muito bonito, e passamos o tempo todo a conversar sem mencionar o assunto uma única vez. Depois chegou à altura de nos despedirmos, e eu continuei sem coragem para perguntar como é que ficávamos depois. Eventualmente mandei-lhe mensagem e ele disse que "estava um bocado na mesma". Eu, confuso pois tinha corrido tudo às mil maravilhas, ainda que não tenha havido demonstrações de afeto, pedi para conversarmos por telefone. Ele voltou a reiterar o seu ponto, mas eu estava tão apaixonado por ele que insisti, ofereci soluções para os problemas que ele me ofereceu, mas de nada serviu. Eu sempre fui assim na vida, de tentar arranjar as coisas em vez de desistir delas. Eu fui idiota o suficiente para no dia seguinte ter lhe mandado mensagem a pedir desculpa por ter sido tão insistente, e que eu já estava um pouco melhor com a situação depois de muita reflexão. A verdade é que eu não estava assim tão melhor. A nossa ultima interação foi ele a dizer "fico contente que te estás a sentir melhor", à qual eu respondi "ainda estou longe de me sentir bem com a situação, mas hei-de lá chegar". A verdade é que depois ele dele eu conheci uma pessoa incrível com o qual estava a correr tudo bem, e foram vários meses que estivemos a conversar, a sair, e a nos conhecer melhor, e eu cada vez mais apanhadinho por ele. Mas, tal como referi antes, chegou a um ponto em que ele começou a se afastar lentamente de mim, até que um dia quando estivemos juntos ele admitiu que não me conseguia ver como um namorado, devido a eu não cumprir algumas das "caixinhas" (expectativas) que ele tinha para uma relação amorosa. Esta foi a última coisa séria que eu tive o ano passado, tudo o resto foram pessoas com quem conversei, ou então que até cheguei a sair 1/2 vezes, mas que não deu em nada porque eu/ele/ambos não estávamos a sentir uma conexão. O culiminar destas situações faz-me questionar: O que é wue eu estou a fazer de errado? Porquê que até hoje o rapaz que conheci em abril me incomoda tanto? eu já não o vejo desde então. Às vezes vejo as histórias dele no Instagram, mas mesmo sem ver qualquer coisa relacionada a ele, essa situação vem-me à cabeça imensas vezes. Até pode parecer exagero da minha parte, mas eu sinto que fiquei traumatizado, física e emocionalmente, com o que aconteceu. É tão estranho olhar para trás e ver o quão bem as coisas começaram, não ter acontecido nada de mal entretanto, e ainda assim, de um momento para o outro, ele ter decidido que já não estava mais interessado. E pior, fazer-me ser eu a ir atrás dele para perceber o que realmente se estava a passar... Zero maturidade emocional da parte dele, e zero empatia por mim e pelos meus sentimentos. Pensando especificamente nisso, até posso dizer que foi um livramento, mas as sensações que eu senti naquela semana em que nós estivemos a sair antes de eu voltar para a minha terra, foram tão boas, e por isso mesmo magoa-me tanto pensar no que isso deu. Em todas as outras situações amorosas que tive durante o ano, todos eles foram comunicativos e sinceros comigo, sem eu ter de perguntar nada, ou insistir de alguma forma. Mas verdade seja dita, outro fator que definitivamente faz esta situação em específico pesar mais, foi o quão rápido as coisas aconteceram. O quão rápido eu me apeguei a ele. Verdade seja dita, se há uma grande lição que esta situação me ensinou, é que quando estamos a conhecer alguém com fins amorosos, devemos sempre levar as coisas devagar, para não magoarmos nem a nós próprios, nem aos outros. Aconteceu uma situação agora nos últimos 2 meses do ano, que contribuiu para a minha bagagem emocional, no que toca ao amor, ficar ainda mais pesada. Eu estive, durante cerca de 1 mês, a conversar dia e noite com um rapaz, com o qual meti conversa no Instagram, para depois de todo esse tempo ele mencionar que tinha namorado. Nós estávamos a nos dar tão bem, e tínhamos vários gostos em comum (que é algo que eu valorizo imenso), que saber disto foi como se alguém me tivesse tirado o chão debaixo dos pés. Como assim ele não tinha percebido que eu tinha intenções amorosas? Pelo menos foi isso que ele me disse. Eu tentei levar as coisas devagar e portanto não dei assim grandes pistas sobre como estava interessado, mas honestamente pensei que fosse óbvio quais eram os meus intuitos quando lhe dei conversa. E, por outro lado, nós falávamos todos os dias, de manhã à noite. Ninguém faz isto com amizades, muito menos no início de uma! Enfim, o dia em que eu revelou isso, foi um dos piores dias de 2025. Eu pensei que o ano estava finalmente a me oferecer o amor que eu tanto procurava, para depois ddescobrir que isso não passou de uma ilusão. Apesar de tudo, ele foi bastante compreensivo e pediu desculpa por me ter posto nesta situação, e disse que adorava continuar a conversar comigo pois estávamos a nos dar muito bem (como amigos, claro). Eu pedi-lhe um tempo para pensar, mas depois de uma conversa com a minha psicóloga, decidi que não deveria desperdiçar esta amizade. Claro que aquilo que eu fiz foi deixar de tar tão focado nas minhas conversas com ele, e respondia quando podia, ou seja, definitivamente que diminuí a intensidade, para proteger os meus sentimentos, e deixar a minha mente se habituar à ideia de que somos só amigos. É que eu não converso regularmente por mensagem com nenhum dos meus amigos, então isto é algo definitivamente novo. Mas pronto, alguém com quem possa falar sobre os meus interesses é sempre bem-vindo. Claro que esta situação destruiu a réstea de esperança que eu tinha no amor, e fez-me entrar em 2026 com muito pessimismo sobre a minha vida amorosa. O que ele próprio e os meus outros amigos me disseram é que eu sou uma pessoa incrível e que portanto, mais cedo ou mais tarde, vai aparecer alguém que gosta de mim como eu sou, e eu de volta. Também me disseram que eu devia parar de procurar tão afincadamente, e deixar o Mundo trazer-me alguém, pois normalmente o amor aparece quando menos esperamos. É isso que estou a tentar fazer, mas infelizmente a minha autoestima ficou muito danificada devido às várias situações amorosas de 2025, dado que, naquelas situações que foram mais sérias, foram sempre eles a dar o passo para trás. Isso faz-me questionar se há algo de errado amigo. E, infelizmente, esta necessidade de ter alguém do meu lado continua lá. Eu tento fugir dela, focando-me noutros objetivos da minha vida tal como a minha psicóloga me recomendou, mas verdade seja dita eu já estou minimamente estabilizado nas outras questões da minha vida: social, residência e trabalho. É só mesmo o aspeto amoroso da minha vida que está completamente desmoronado, e que infelizmente faz-me muita falta. Quem me dera que não fizesse, mas faz. E ver toda a gente à minha volta a receber em relações estáveis e felizes, só me faz sentir ainda mais para trás. 2026, por favor sê gentil comigo. Se não me vais trazer amor, também não me tragas mais corações partidos. Já tive a minha dose em 2025.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
2025: Que montanha-russa
2026. Um novo ano. Uma nova oportunidade para ter a vida que sempre quis. O problema é que o meu plano de vida inclui ter alguém do meu lado...
-
2026. Um novo ano. Uma nova oportunidade para ter a vida que sempre quis. O problema é que o meu plano de vida inclui ter alguém do meu lado...
-
Desde pequeno que tive de lidar com muitas fontes de energia negativas na minha vida. Sofri bullying praticamente quase toda a minha vida es...
Sem comentários:
Enviar um comentário